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Terça-feira, Maio 09, 2006

Dia 19 de maio é a vez de "O código da Vinci" no cinema

Estréia na próxima sexta-feira (19), em todo o mundo, um dos filmes mais esperados e polêmicos de todos os tempos. O Código da Vinci (Da Vinci Code), baseado no livro de mesmo nome, de Dan Brown, vem trazer para a telona uma versão obscura e duvidosa sobre o dogma católico pregado pela Igreja.

Conforme Dan Brown, Jesus Cristo teria sido casado com Maria Madalena e deixou herdeiros, assim como os quadros de Leonardo Da Vinci trazem códigos com significados ocultos sobre os segredos guardados pela Igreja Católica. Além disso, existem símbolos estranhos em uma antiga capela escocesa, e a Igreja Católica e uma sociedade secreta travam uma batalha de séculos para obterem controle sobre o Santo Graal.
Sinopse e elenco

O filme trata da morte misteriosa do curador do Museu de Louvre, que pertencia ao Priorado de Sião, uma sociedade secreta. Esse personagem é o guardião do segredo do Santo Graal e de mensagens cifradas nas obras de Leonardo Da Vinci. A partir deste assassinato se desenvolve toda a trama.

O elenco do filme conta com Tom Hanks (Robert Langdon), Jean Reno (Bezu Fache), Audrey Tautou (Sophie Neveu), Ian McKellen (Sir Leigh Teabing), Alfred Molina (Bispo Manuel Aringarosa), Paul Bettany (Silas) e Jean-Pierre Marielle (Jacques Saunière).


Polêmica

Há um conflito de opiniões tão grande sobre a obra que a produção do filme criou um site para críticas sobre o filme, antes mesmo do início de exibição. A intenção é dar abertura e liberdade àquelas pessoas que se opõem ao filme e ao assunto proposto por Dan Brown.

O ator principal da trama, Tom Hanks, afirma que o tema levantado não deve ser levado a sério. “É uma grande história, muito divertida, e tudo está no diálogo. Não fere ninguém”, declarou. Ele afirma em entrevistas que já esperava a oposição de alguns setores da sociedade quanto ao fime, mas diz que é “um grave erro” levar a história ao pé da letra.

Algumas autoridades católicas, como o arcebispo italiano Angelo Amato e o cardeal nigeriano Francis Arinze, pediram que os cristãos boicotem o filme. No Brasil, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Majella, aconselhou os católicos a não assistirem ao filme. Segundo Majella, o filme apresenta "uma imagem distorcida de Jesus Cristo, que está em contraste com as pesquisas e afirmações de estudiosos de diversas áreas das ciências humanas, da teologia e dos estudos bíblicos".

Já o cardeal Cormac Murphy O´Connor, líder da Igreja Católica da Inglaterra e de Gales, adotou uma postura mais aberta. "Acho que é um thriller inócuo. Se as pessoas quiserem lê-lo (referindo-se ao livro), pode fazê-lo, mas é preciso ser consciente o tempo todo de que se trata de pura ficção", declarou recentemente o cardeal.

A expectativa é que o filme supere os 44 milhões de pessoas que conferiram o livro. Devido a todo o conflito causado e pela divulgação realizada, espera-se, ainda, que seja o filme de maior público durante o ano. Confira abaixo trailler e vídeo-comentário do filme que vai balançar o Brasil e o mundo nos próximos dias:



Quarta-feira, Abril 26, 2006

A digitalização do texto

O que é o Virtual?, de Pierre Lévy, e Cultura da Interface, de Steven Johnson. Dois capítulos dessas obras são analisados neste texto, a fim de discutir, comparar, criticar e tirar um posicionamento sobre como a digitalização, mais precisamente o computador, modificou a forma de leitura e escrita no mundo contemporâneo.

Os dois autores, principalmente Johnson, se utilizam de experiências pré e pós-virtualização da leitura para mostrar as diferenças que essa máquina proporciona aos seus usuários. Portanto, parto eu, também, deste ponto, pois compartilho de várias experiências e pensamentos semelhantes a esses autores, algumas vivenciadas entre ontem, 22 de abril, e hoje, 23 de abril de 2006.

É clara a dificuldade que se tem na atualidade de escrevermos nem que sejam algumas linhas sem a presença de teclas, tela e um processador de texto. Devido a conflitos familiares com minha irmã, digamos assim, não pude iniciar esta análise em um computador quando precisava, no sábado 22 de abril. Disse-me ela: “Por que não faz o trabalho no papel e depois passa para o computador, daí pouparia tempo?" No primeiro momento tive vontade de rir, pois além do trabalho dobrado, estava justamente um dos objetos deste estudo, ou seja, a dificuldade que me seria imposta ao realizar semelhante tarefa.

O que fiz? Não fiz, essa é a resposta. Não admitiria e nem conceberia tal perda de tempo e inconveniência. Sabia que meu trabalho não teria a mesma qualidade e perderia com facilidade minha paciência diante dos rabiscos, dores no pulso e rasuras que esse procedimento acarretaria. Por quê? Johnson explica na página 103 de seu livro. Conta sobre a impotência de escrever com papel e caneta e a desintegração da sua letra ao longo dos anos à frente da tela.

Eu, a cada vez que escrevo, sinto a mesma dificuldade. Ao escrever uma prova “à próprio punho", sinto dores na mão que me fazem parar minuto a minuto. Meus textos em papel mais parecem um receituário médico. Minha mãe, cada vez que vê minha letra diz estar pior e relembra o tempo em que escrevia com letra cursiva, na segunda ou terceira série do ensino fundamental.

Mas não sinto falta daquele tempo. O mundo deve acompanhar as modernidades e fazer bom uso delas. A tecnologia veio para ficar e o processador de textos, objeto de estudos das duas obras também, cada vez mais inteligentes e facilitando o trabalho do usuário. Acho errada a perspectiva de alguns para o fim da escrita em papel. Há espaço e utilidades para as duas, porém é inegável a agilidade e conforto proporcionados pelo computador. Com a globalização e essa sede e avalanche de informações que circulam pelos meios de comunicação atuais, nada mais justo que as coisas melhorem para aqueles que fazem, admiram e gostam de comunicação.

Johnson fala sobre a transição: entre a escrita em papel (relutância ao computador) e a digitalização do texto. Até experimentarmos o uso desse meio, nos sentimos inseguros, pois o desconhecido gera esse sentimento. Escrevemos na horizontal, agora passa-se a vertical, tela luminosa e teclas ao invés de papel e caneta, janelas sobrepostas, dentre outras coisas. Pois bem: até meu ensino médio, utilizei papel e caneta para realizar os trabalhos da escola, mesmo já possuindo computador.

Não sei bem o que me fazia decidir por esta prática, mas somente após algum tempo de uso da máquina, me apropriei de sua tecnologia. Naquela época escrevia no computador com muita lentidão, não dominava os suportes gráficos e minha máquina não era nenhuma “maravilha” de agilidade e velocidade.

No final do Ensino Médio, com maior consistência após entrar na universidade, me adaptei e entrei de cabeça na “onda” da computação e navegação na internet. No caso de Johnson, ele fala da criação de uma Interface chamativa e provocante, um achado. Foi quando milhões de pessoas aderiram ao uso do computador como se fosse um objeto que falasse as suas línguas. Enfim, os programadores encontraram a chave para atrair os consumidores: cores, figuras, janelas, uma nova linguagem, etc.

A comprensão do texto através da Interface gráfica


Johnson relata que ao escrevermos nessa nova Interface, mudamos nossa forma de conceber nossa leitura e escrita. São novas ferramentas em um novo meio. Antes as pessoas (e ele se refere a si mesmo) ficavam arranjando as frases para que nada saísse errado ao transpor para o papel. Já no computador, qualquer palavra é jogada no momento em que a pensamos, criamos frases e depois desfazemos, apagamos, alteramos, de acordo com o objetivo que se quer chegar. Não existe mais o medo de errar, apagar ou rasurar.

O autor critica a maneira como essa interface gráfica é compreendida. Segundo ele, há uma excessiva confiança nos princípios básicos da interface. Johnson explica que a linguagem textual na interface está se reduzindo e os criadores têm isso como uma meta para a sua evolução. Cada vez menos textos são encontrados, apenas janelas, imagens, animações e atalhos. Não contesto a tese do autor, mas não acredito que essa linguagem vá se perder. É apenas uma maneira de facilitar o entendimento do usuário, que será e é o autor dos textos. O escritor, nos meios digitais, está acostumado com figuras e ferramentas que o auxiliam na criação de seus textos.

Isso agiliza e anda de acordo com o que os tempos modernos pedem: economia de tempo e facilidade de acesso. Mas desde que não seja sinônimo de preguiça e redução das criações próprias.

Inteligência artificial


Nessa questão, Johnson explica um projeto de um novo processador de textos “inteligente”. É o que chamamos hoje de inteligência artificial. Para muitos, é difícil entender como funciona os comandos de um computador e como uma máquina consegue realizar tantas tarefas inatingíveis a um homem. Isso fica mais claro com as provocações de Pierre Lévy, da obra que falaremos a seguir. O virtual, ou digamos, aquilo que está visível, mas não palpável, que existe, mas não pode ser atingido por nós e que não é exatamente aquilo que se vê, sente ou escuta, nos causa estranheza.

Pensamos em uma imagem no espelho, ou mesmo as letras que estão aparecendo na tela do computador enquanto teclamos. É real? Eu diria que sim. Mas o que é real, as letras, a tela, a linguagem, ou o código binário do computador? Não podemos toca-lo, mas podemos interpreta-lo, entende-lo, vê-lo. A imagem é o seu reflexo, mas não é você. Ao tocar no espelho não sentirá nada mais que algo plano, frio e rígido. A mesma coisa na tela. As imagens e letras nada mais são do que relações programadas pelo computador decorrente de um sistema binário que comanda toda a existência da máquina.

É algo compreensível, mas não palpável. Steven Johnson resume isso na análise dos estudos de comparações feitos por computadores sobre a obra de alguns autores, aprofundando-se no autor Shakespeare. O computador não passaria apenas a localizar palavras e joga-las aleatoriamente na tela, como nas ferramentas de busca e localizar. Ele passa a ver diferenças entre um documento e outro, podendo selecionar, agrupar e identificar vários documentos correlatos. As semelhanças estilísticas de textos fazem com que o microprocessador encadeie os textos num mesmo contexto. É o virtual, o potencializado auxiliando, organizando e interagindo com o real.

De acordo com Johnson, com esse novo método de comparação escolhemos um documento e pedimos para o computador encontrar outros semelhantes. Com isso “o trabalho sujo de refinar e buscar por palavras-chave é delegado ao computador”, resume Johnson.

Johnson finaliza relatando que a mudança mais expressiva se daria ao sistema semântico de arquivos proporcionar ao computador muito mais controle sobre a organização de nossos dados. Definiríamos categorias amplas, mas o computador tomaria as decisões sobre o destino dos arquivos. As novas pastas “visão”, criadas pelo sistema de comparação V-Twin, desenvolvido pela Apple, fariam inclusive julgamentos sobre a organização dos arquivos, que seriam para os usuários fazerem. Ainda por cima virtualiza e põe, ainda mais, em outro plano, essas “visões”, pois são elementos ilusórios criados pelo microprocessador, podendo o ser humano apenas programar as buscas.


Ciência e virtualização

A obra de Pierre Lévy, O que é o Virtual?, mostra, no capítulo estudado, não tanto as práticas de utilização do texto e a maneira como é vista a linguagem digital. Lévy destaca principalmente os conceitos e como essa linguagem é incorporada no nosso cotidiano. Primeiro, através da medicina, depois com o texto. Com as facilidades da entrada da digitalização, da globalização e das novas tecnologias em geral, muitas ciências tomaram pra si essas praticidades. A medicina foi uma e Lévy explica através dela a virtualização proposta pelos computadores e meios digitais.

Com a era digital, é possível ter “quase” a perfeita percepção da realidade. Com o telefone, a televisão e a medicina por imagem, por exemplo, fica clara essa transferência de sentidos reais. No caso da medicina por imagem, o virtual no mais puro sentido da palavra pode ser visto. Lévy afirma que “as imagens médicas nos permitem ver o interior do corpo sem atravessar a pele sensível, sem secionar vasos, sem cortar tecidos”.

Na televisão vemos todos os dias imagens dentro de telas, porém sabemos que não são ali, e nem naquele momento que aquele fato aconteceu, mas mesmo assim temos a projeção de uma realidade já vivida, fazendo com que nos tornemos conhecedores do que acontece em outro plano, longe do local onde nos encontramos.

No caso do telefone, essa projeção é em tempo real. Esse meio de comunicação dá a sensação de que todos possam estar em vários lugares simultaneamente. Podemos estar aqui e lá ao mesmo tempo: é a chamada realidade virtual.

A atualização textual


No subcapítulo, Virtualização do texto, Lévy traz o texto como sendo um objeto virtual desde os primórdios. O texto é independente de um suporte específico. O autor destaca muitas vezes a expressão “atualização”, referindo-se as múltiplas versões, traduções, exemplares, e cópias deles. Compreendi que o texto é muito mais do que letras, palavras, frases, tinta, papel ou uma imagem na tela de um computador, e sim, o significado que cada um lhe põe. Daí, as atualizações. A cada processo de ressignificação de um texto, outros textos se criam e isso fica mais explícito com o advento da internet e com o hipertexto.

O que sentimos ao ler um texto, nossas concepções, modificam ou atualizam o conhecimento. É isso que nos difere de uma máquina e é isso que Johnson traz à tona com a questão da inteligência artificial: o poder que as máquinas vão ter sobre nossas ações ao lidarmos com o computador e com os textos que utilizaremos para nossas pesquisas e “atualizações” de conhecimento.

A obra de Lévy, perdoe-me a expressão, cabe como uma luva para conflitar e completar o texto de Johnson. Fica mais clara a exterioridade e, realmente, a janela que se abre ao ligar a máquina. Com a Internet e os avanços na web, essa janela se pluralizou e multiplicou a gama de troca de informações textuais. O texto, portanto, não é uma única realidade e sim, a realidade de cada um. Concluo, então, que o texto não pode ser um fim em si próprio, mas uma cadeia cognitiva infinita.

Relacionando com o capítulo estudado da obra de Johnson, o entendimento da virtualidade nos explica e define a relação usuário x computador e emissor x receptor. O modo com que recebemos o texto digitalizado, principalmente com a internet, nos remete a um plano exterior que não conhecemos totalmente, mas sabemos que existe. Com a invasão de sites, blogs, chats, etc, na web, essa troca se tornou global, mais virtual e constante. Vemos, lemos e até criamos atualizações diárias sobre variados assuntos. Talvez por isso a necessidade de se criar um mecanismo de seleção inteligente para destacar documentos e textos mais plausíveis em relação ao contexto desejado, como traz Johnson na sua obra.


O virtual de Lévy


Existe diferença entre o que é virtual para muitos e o que Lévy quer dizer como virtual. Eu mesmo considero a potencialização e a desterritorialização, no contexto da informática, como virtual. Para Lévy, a interpretação e atualização do texto é que podem ser consideradas como virtualização. São as relações entre escrita e memória. A exploração da potencialidade que o computador proporciona é considerado o virtual. A virtualização está no poder ler aquele texto e se sentir satisfeito, ou montar um texto a partir de vários documentos, ou poder recriar outro, tudo na mesma tela, no mesmo local e espaço de tempo.

No papel, podemos rabiscar, escrever nas margens, fotocopiar, recortar e colar, mas temos algo concreto em nossas mãos. A relação com o meio é que diferencia e faz do digital, virtual. Para atualizarmos um texto em papel necessitaríamos de mais tempo, papel, tinta e sairíamos do plano e do objeto inicial.


Hipertexto e Interface Gráfica


Lévy trata em seu texto sobre o hipertexto e as interfaces gráficas em que está inserido. O autor trata o hipertexto como “um espaço de percursos possíveis, uma leitura particular”. Através de nós, links, etc, o leitor pode fazer um caminho de leitura, atualizando e virtualizando seu conhecimento. O navegador cria o seu texto. É como se fosse o próprio editor do seu hipertexto. E cada vez que lê, pode determinar o caminho a percorrer, interagindo diretamente com o meio. Na web, o leitor passa a não precisar carregar aqueles pesados volumes de livros, revirar páginas e receber informação pronta.


Pode-se dizer enfim que os capítulos analisados das obras dos dois autores são complementares. Johnson revela as transformações que a linguagem e o texto no computador proporcionaram aos seus usuários. Para isso, enfocou seus estudos na interface gráfica, algo que para ele foi fundamental nessa nova maneira de encarar o texto. Já Lévy, encarou na sua obra novos conceitos sobre a virtualização do texto no computador, além de trabalhar em grande parte do capítulo com o conceito de hipertexto.

Para ele, embora muito semelhantes, potencial e virtual se diferem pela humanização que o segundo conceito implica. A questão da desterritorialização da palavra, passagem do texto do papel para a tela, não tem tanta importância quanto o como esse texto é lido e interpretado.

Embora em vários dicionários e em textos da web estes dois termos se equiparam, para o autor o homem tem a capacidade de virtualizar o que a máquina potencializa. Ele tratou de propor uma diferença entre os termos para humanizar o virtual. Entendo a maneira como ele põe seu conceito, porém discordo. Se abrirmos o computador ou quebrarmos a tela, não podemos pegar o texto e utiliza-lo, ele está apenas naquele plano e para aquele fim. Ele transcende o real, trazendo sensações reais, sendo assim virtual.

Acho que poderia ser criada outra expressão para o que Lévy chama de atualização e virtualização do texto. Pode ser pretensão de minha parte, mas acho que não confundiria tanto os conceitos. Também não sei até que ponto o autor não queria provocar realmente sobre o conceito.

Terça-feira, Março 28, 2006

Segundo trabalho do GA - Análise de notícias

Dentre as editorias propostas, escolhemos a Internacional. A notícia é sobre a possível vitória do partido Kadima no parlamento Israelense, baseado em pesquisas de boca-de-urna. Analisamos os seguintes itens para apontar as diferenças nas matérias dos quatro sites determinados: a estrutura do texto, a importância dada para a matéria dentro do site, a manchete e os dados/apuração em cada um deles.

Em todos os sites, a matéria aparece como manchete da editoria de Internacional, mostrando que todos valorizaram a notícia da mesma forma. Os textos foram publicados nos sites entre 17h11min e 19h04min.

IG e Terra afirmam categoricamente que, segundo as pesquisas de boca de urna, o partido Kadima ganhou 29 cadeiras no parlamento Israelense, enquanto Folha e Globo falam em 29 a 32 cadeiras, mostrando-se mais moderados. A estratégia de IG e Terra está em atrair o leitor para o resultado da votação, mas que na realidade é uma tentativa de iludir o leitor.

Folha on line

A Folha produziu matéria mais extensa que os demais, procurando não só apresentar o resultado da boca-de-urna, como também explorar outros pontos da eleição, como: o baixo número de eleitores, segurança nos postos durante a eleição, além de falar sobre a votação dos 2 principais candidatos. Mantém um padrão entre os parágrafos, de três a quatro linhas.

IG

O IG projetou a matéria no site de maneira “bagunçada” intercalando links entre o lead e a matéria. Apresenta parágrafos desordenados e fora de padrão: alguns com duas linhas, outros com cinco. Muito colorido e cheio de anúncios; poluição visual. Como ponto positivo, pode ser citado a cautela com que trataram o assunto e os entretítulos, que facilitam a leitura

Terra

Entre os sites pesquisados, o Terra é o que apresenta a melhor estrutura de reportagem, apresentando um texto coeso e mais ordenado. Apresenta detalhes, ou curiosidades da eleição, enquanto os demais detêm-se em apresentar números. É mais “maçudo”, apresentando parágrafos mais extensos, mas seguindo um padrão. Isso, ás vezes, distancia o leitor. Dá a impressão de uma leitura difícil e pesada.

O Globo

O site da Globo apresenta texto mais sucinto, apresentando basicamente números da eleição. Seu diferencial está na atração da leitura, trata-se de um texto muito mais convidativo e de fácil entendimento.


Os sites da Globo e da Folha trazem links abaixo do texto chamando o leitor para se inteirar mais sobre o assunto.

Câmera digital e comunicação: combinação perfeita

Sem filme e sem revelação. A câmera fotográfica digital revolucionou o trabalho dos meios de comunicação com a agilidade e resolutividade que apresenta. Ela capta a luz analogicamente, por meio de células foto-sensíveis, e a digitaliza, armazenando a imagem em um meio magnético, ou seja, em um disquete, smart card, memory stick ou CD.

O repórter fotográfico, por exemplo, não precisa mais estar na redação do jornal ou revista onde trabalha para passar as fotos de uma matéria ao veículo. Basta que ele e a redação possuam um computador com acesso a internet, e que o computador do repórter tenha os meios necessários para baixar (download) essas fotos.

Além disso, os repórteres fotográficos não perdem mais tempo com problemas do tipo: filme mal colocado, foto queimada, ou não conseguirem atingir a foto ideal. Eles podem verificar na hora se a foto ficou a seu gosto ou não. Antes, por muitas vezes tiveram que voltar para fazer as fotos novamente ou então, no caso de fotografias factuais, a sua pauta não saía.

As fotos digitais não perdem qualidade com o tempo, pois são armazenadas em computador e não em papel ou negativo, como as analógicas. Quem explica, é Luis Calseverine, fotógrafo profissional há 37 anos: “Esta é uma das vantagens, pois o filme de película perde sua qualidade após certo tempo de armazenamento. A definição das cores não permanece a mesma”. Porém, o fotógrafo, se quiser, pode ter as fotos digitais registradas em papel.

Comunicação e informática

A fotografia digital aliada aos computadores pode fazer milagres estéticos através de recursos como o programa Photoshop, o que coloca o fotógrafo profissional em relação constante com a informática, ou seja, o retratista deve não apenas saber manusear uma máquina digital, como também estar interado com a tecnologia. Segundo o fotógrafo Ivandro Duarte, 21 anos, “quando se aprende a manipular as ferramentas que possibilitam retocar e trabalhar as fotos digitais não se tem como sentir saudade das analógicas", esclarece.

A revolução da câmera digital como fenômeno comunicacional pode ser visto, também, nos movimentos juvenis como o orkut, messenger e fotologs. A partir do surgimento dessa facilidade em baixar dezenas de fotos ao mesmo tempo em poucos minutos, houve uma explosão desses movimentos na internet. É a integração de pessoas de todo o planeta, e a foto, sendo o meio mais usado para proporcionar a realidade dessa aproximação.



Contraponto
A fotografia digital está longe de ser “um mar de rosas”

Agilidade, qualidade, facilidade de armazenamento e alto poder de comunicação: sim, a câmera fotográfica digital nos proporciona tudo isso, mas quem, hoje em dia, pode adquirir uma? Segundo o conceituado fotógrafo Anísio Magalhães, “o preço ainda não é acessível para a maioria. As que chegam à qualidade de uma convencional custam muito caro, em torno de R$ 50 mil”, enfatiza.

Anísio afirma que quando passar a ter grandes produções, as digitais terão o valor diminuído, assim como videocassetes e celulares, mas “isso ainda vai demorar”, analisa. Ele frisa, categoricamente, que são poucas as câmeras digitais que proporcionam a mesma qualidade das analógicas. “A definição da imagem de uma foto feita por máquina analógica é superior em alguns aspectos, pois a expressão da pele, cílios, cabelos e poros são maiores”, destaca.

Já o fotógrafo Luis Calseverini salienta que as máquinas digitais são ótimas para amadores, que desejam apenas um registro sem muitos recursos. Porém, o usuário tem que saber utilizar os seus recursos caso ocorra algum problema na exposição à luz. “Caso uma máquina digital falhar na hora do registro a pessoa deve saber manuseá-la como uma analógica, mas isso nem sempre acontece”, comentou. Para ele, a fotografia digital depara-se com um desafio, o de trabalhar na fronteira entre o analógico e o numérico, entre o real e o virtual, entre o passado e o futuro.

Os problemas da digitalização

A “pane” ou a falta de energia é um problema comum a todos os recursos eletrônico-digitais, e que tranca qualquer processo digital. Nas máquinas digitais quando acontece uma falha ou problema como esse, vários componentes da máquina podem ser os responsáveis, como: o cartão, as pilhas ou algum componente interno danificado. Imagine que as pilhas descarreguem, o cartão esteja defeituoso, falte energia ao termos que baixar as fotos para o computador. Qualquer um destes problemas acarretaria em um enorme desconforto.

Têm ainda os problemas de armazenamento e transporte em CD’s, disquetes ou no computador em geral. É arriscado deixarmos fotos importantes armazenadas no computador, o interessante é fazermos um back-up (gravar uma cópia de segurança em CD, por exemplo) para que um eventual defeito no computador não cause nenhum transtorno. Ainda assim, até um CD pode apresentar defeito. A hipótese de um erro desses é reduzido, mas não é nulo. A fotografia digital pode ser paupável, mas quase sempre não é. Até ser impressa, é apenas um registro eletrônico, sujeito a todos esses danos.
Leia mais no Blog do conceituado estudante de Jornalismo Elisandro Garcia.

Sexta-feira, Dezembro 02, 2005

TV Cultura lança um guia sobre Jornalismo público

A obra critica o Jornalismo de mercado e mostra os principais tópicos para se fazer jornalismo numa empresa pública


Lançado ontem, em São Paulo, o manual Jornalismo público: Guia de princípios, da TV Cultura, busca desenvolver e pôr em prática um novo modelo de jornalismo que, segundo os autores, seja dirigido para o homem e a sociedade. Esse jornalismo servirá como oposição ao que eles denominam Jornalismo de mercado, obedecendo aos verdadeiros pressupostos de uma televisão pública e não favorecendo apenas empresas privadas e o poder governamental.

Além disso, eles objetivaram trazer ao leitor a matriz filosófica da TV Pública: aberta, generalista e gratuita. Mostra que esse modelo de TV deve depender necessariamente tanto do governo quanto da sociedade, ser intelectual, ideológico e administrativamente independente.

No guia, pode ser visto as principais diferenças entre as televisões públicas e privadas. É mostrado que qualidade na programação televisiva é tudo aquilo que promove a eleveção do ser humano. Enquanto as públicas se firmam a esses ideais, as privadas buscam essa qualidade nos critérios de audiência, estes, impostos pelo mercado.

O guia é dividido em dez capítulos e funciona como um manual de Jornalismo. Dentre outros assuntos, mostra como deve ser o agir ético no jornalismo, a construção e o processo das reportagens, condutas e procedimentos como profissional e o conceito e objetivos do Jornalismo Público.

No início da obra, os autores relatam as durezas do período de readaptação aos princípios do Jornalismo Público. De acordo com eles, as demandas já não tinham os mesmos valores e eram pouco voltadas ao interesse público.

Ética, cobertura e telespectador no Jornalismo Público

Em Cobertura do Poder Público, a TV Cultura mostra que “informar os atos dos governos, em todas as instâncias, é uma obrigação que transcende as atribuições da TV pública”. Isso, porque deveria ser realizado por qualquer veículo, já que a política é sempre do interesse público.

Em O telespectador cidadão: as bases de uma nova relação tem o objetivo de modificar a relação do público com o jornalismo, que segundo a obra, hoje é baseada numa relação de conveniência, enquanto deveria privilegiar o telespectador.

Já Ética no Jornalismo público, retrata os conceitos e princípios éticos na sociedade e no jornalismo que, para a empresa, pouco são utilizados pela mídia. Além disso, faz uma crítica ao afirmar que os profissionais da categoria, muitas vezes, confundem “desejo corporativo com anseio popular”.

Sexta-feira, Novembro 18, 2005

Liminar pode devolver a liderança do Brasileirão ao Inter

Juíza decidiu contra a anulação dos jogos devido a manipulação não ter sido comprovada

A decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de anular os 11 jogos apitados pelo ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho no Campeonato Brasileiro pode estar com seus dias contados. A juíza Munira Hanna, da 1ª Vara Cível de Porto Alegre, concedeu nesta sexta-feira uma liminar ao torcedor colorado Leandro Konrad Konflanz que revoga a decisão.

Caso a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acate a decisão, o time gaúcho será líder isolado, já que o rival paulista perderia quatro pontos conquistados na repetição dos jogos suspeitos. No momento, a equipe gaúcha aparece em 2º lugar, com 74 pontos, três atrás do lider Corinthians. No entanto, a liminar pode ser cassada a qualquer momento e só terá validade se a CBF homologar a decisão. Até o meio da tarde de hoje, a entidade não havia sido notificada pela Justiça e, se não cumprir a decisão, será punida com multa de 100 mil reais por dia.

A juíza alega que o STJD não comprovou manipulação de resultados nas partidas citadas e dará, ainda hoje, uma entrevista explicando a sua decisão. Hanna sustenta que todos os jogos deveriam ser analisados por uma comissão de especialistas, o que não foi feito.

O presidente do Internacional, Fernando Carvalho, prefere manter cautela quanto à determinação da Justiça. "Recebi várias ligações sobre este assunto. O Inter vai respeitar todas as determinações da CBF. Estamos focados no Corinthians e queremos ganhar o jogo", concluiu, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Porto Alegre. Corinthians e Inter se enfrentam neste domingo, às 16h, no Pacaembu. A partida é tratada como a final do campeonato.

O desenrolar do caso

Como Edilson Pereira de Carvalho confessou ter recebido dinheiro de apostadores de sites ilegais para manipular resultados em três competições, o STJD decidiu que os 11 jogos apitados por ele na Série “A” do Brasileiro deveriam ser repetidos. O maior favorecido com as anulações foi o alvinegro paulista, que enfrentou novamente São Paulo e Santos e conquistou quatro pontos; havia perdido as duas partidas. O Internacional, junto com outras 13 equipes, entrou com ação no STJD para tentar reverter a situação - sem sucesso. A equipe gaúcha fracassou, também, ao tentar intervenção no caso junto à Fifa.

O presidente do STJD, Luiz Zveiter, chegou a ameaçar o clube que ingressasse na Justiça Comum, sob à pena de rebaixamento. Segundo a editoria de esportes do site do Terra, não foi possível encontrar Zveiter para comentar sobre a liminar. Já a assessoria de imprensa da CBF afirmou à equipe de reportagem do Terra que ainda não recebeu nenhum comunicado do STJD e, por isso, não pode fazer nenhum pronunciamento oficial.

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

Lula afirma ter certeza que o “mensalão” não existiu

O presidente diz ser “hilariante” o pedido de impeachment do PFL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o repasse de verbas à parlamentares nunca aconteceu. Em entrevista, na noite de ontem, a primeira após a crise que atingiu o governo, Lula foi sabatinado por jornalistas no programa Roda Viva, da TV Cultura. O presidente criticou o pedido de impeachment do PFL, afimou que o ex-ministro José Dirceu (PT-SP) será cassado por pressão política e não se isentou da sua responsabilidade pela crise.

Lula foi categórico ao falar do mensalão: “tenho certeza que não existiu”. Ao ser perguntado sobre o encontro com Jefferson, em janeiro, no qual teria se emocionado, Lula disse: “Não chorei, fiquei indignado”. Para ele, o pedido de impeachment por parte do PFL é “hilariante”. “Baseado em que eles pediram isso? Denúncias devem ser feitas com provas concretas”, afirmou.

Quando perguntado sobre o ministro José Dirceu, inicialmente desconversou, mas acabou declarando: “acredito que o José Dirceu será cassado. Não por causa das provas contra ele, mas pela pressão política”. Lula ainda assumiu a culpa pelos últimos acontecimentos. “O presidente tem que ser responsável. Mesmo não sabendo de nada, era minha responsabilidade, já que eles fazem parte do meu governo”.

Lula ainda defendeu o desenvolvimento do país, que em 3 anos já cresceu mais que em 22 anos, e deu a receita para o crescimento: “o governo tinha que ter o mesmo arranque que tem o Tevez”, fazendo referência ao atacante do Corinthians, que marcou 3 gols no clássico contra o Santos no dia anterior.

* texto de Fernando Potrick – edição: Felipe Zavarize.

Lula diz ter certeza que “mensalão” é folclore

Para ele, José Dirceu será cassado por decisões políticas. Sobre a candidatura a reeleição, decidirá só ano que vem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu falar. Na última segunda, sete, depois de quase seis meses sem conceder uma entrevista coletiva, disse que o mensalão não existiu, admitiu que o ex-ministro José Dirceu será cassado, fez declarações sobre o caso Celso Daniel e criticou o uso de caixa dois pelo PT . Lula disse, ainda, que poderá se reeleger em 2006 e que aguarda a última palavra das CPI’s para julgar os fatos que circundam a crise.

Sobre o encontro com o ex-deputado Roberto Jefferson, ocorrido em janeiro deste ano, Lula declarou que ocorreu, mas sem a presença do ex-ministro José Dirceu, como afirmava Jefferson. Ele disse ter ficado indignado com a denúncia do suposto esquema de pagamento de mesadas a parlamentares, mas explicou o porquê de não ter acreditado no ex-deputado. De acordo com Lula, naquele momento, os deputados Aldo Rebelo e Arlindo Schneider, líderes do governo na Câmara, foram categóricos: não existia, era ficção. No meio da entrevista, ao falar que aguardava a decisão da comissão para julgar as denúncias do mensalão, alguém cutucou: “o senhor espera que não tenha existido”. Lula esbravejou: “ Eu tenho certeza que não teve”.

José Dirceu ser ou não um dos traidores. Ele vai ser cassado? Quando tocado no assunto, Lula sempre fugia para o mesmo lado, as CPI’s. Segundo ele, não poderia citar nomes, nem dizer se o ex-ministro seria cassado, pois isto cabe somente as comissões decidirem e, após a apuração de todos os fatos, os nomes aparecerão e os responsáveis serão condenados. Para o presidente, devido ao tempo de apuração das provas, o congresso nacional está condenado a cassar Dirceu, porém não existe ainda nenhuma prova: será uma decisão política.

A morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi posta em pauta. Lula diz achar estranho que sempre em ano eleitoral o caso venha à tona. “Eu acho que deveriam respeitar a relação do PT com o Celso". Ele afirma que Celso foi vítima de um crime comum e exime o PT de qualquer responsabilidade pela morte do político.

Quando perguntado se foi eleito com recursos provenientes do caixa dois de seu partido, o presidente negou. Condenou o ato do PT, mas declarou que esse dinheiro foi destinado a campanhas municipais. “Certamente não chegou na minha campanha de 2002”, disse. Lula afirma que os recursos utilizados para a eleição presidencial de 2002 estão com as contas prestadas no TRE de São Paulo, para quem quiser ver.

O presidente ainda não decidiu se vai se candidatar à reeleição. Disse que vai se decidir somente no ano que vem. Afirma que não pode se candidatar sem ter algumas condições: só irá disputar as eleições se tiver consciência de poder fazer um mandato melhor do que o primeiro e as alianças lhe garantirem maioria no Congresso Nacional.

O presidente disse que o povo tem que aproveitar enquanto ele estiver no governo para denunciar as irregularidades. “Todas as denúncias serão apuradas". Lula diz estar de cabeça erguida porque são três CPI’s funcionando e todas serão finalizadas. Perguntado sobre a traição que ele declarou em seu último pronunciamento à nação, foi direto. “Eu sei o que passei para criar esse partido. Viajava pelo país inteiro e fazia comício para duas ou três pessoas. Ás vezes, não viajava porque não tinha gasolina. Alguns companheiros tiveram um comportamento que não se enquadravam nos ideais do PT”, conta.

Sábado, Novembro 05, 2005

Temporal dificulta noite de estudos na Unisinos

Além dos computadores travados, os alunos da Comunicação se quer conseguiam transitar pelos corredores
(Versão reduzida)

O Centro de Ciências da Comunicação Social da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) teve sua rotina alterada na noite de sexta-feira, quatro, devido a chuva e o vento forte. Por volta das 19h45, caiu a energia elétrica. Depois disso, os alunos tiveram o acesso aos computadores dificultado. O temporal causou diversos estragos no centro e impediu os estudantes de realizarem suas tarefas.

Na sala 3A107, localizada no terceiro andar, o vento quebrou um vidro e derrubou uma parede divisória. Segundo Alexon Gabriel, 28 anos, que trabalha no Programa de Pós-graduação em Comunicação Social, o acidente ocorreu por causa da janela que estava aberta. No momento do ocorrido, Alexon estava saindo de sua sala, localizada em frente, para tentar se defender do vento que invadia o local e diz que poderia ter sofrido um acidente. “ Fiquei assustado. Nunca tinha visto um vento tão forte. No que embarrigou a parede eu voltei, e o vidro partiu. Alguns estilhaços ainda bateram na minha perna”, diz.

Uma guarita, utilizada pela empresa Safe Park para a vigilância do estacionamento, em frente ao bloco A, foi arrastada e colidiu em três automóveis. O vigilante que estava trabalhando no local disse que o estrago poderia ter sido maior. Ele teve que segurar a guarita para que esta não atingisse mais automóveis.

Dairo Pedralli, 21 anos, estudante de Jornalismo estava passando pelo corredor central no momento do temporal. O forte vento atirou terra em seus olhos causando irritação e inchaço. Ele se mostrava bastante descontente com o ocorrido. “ Deveria ter algum tipo de proteção nos corredores para que esse tipo de imprevisto não aconteça”, conta Dairo.

Quem andava pelos corredores cobertos tinha que desviar das poças e correr da chuva lateral, que invadia o espaço. Além disso, podia ser visto árvores derrubadas , galhos e os papéis afixados nos murais espalhados pelos prédios. Em frente ao Diretório Acadêmico (DCE), mesas e cadeiras foram arrastadas e se encontravam atiradas no pátio.

O calor durante à tarde fez com que os alunos fossem pegos de surpresa. Tamancos, chinelos, saias e bermudas eram vistos naturalmente em meio a vasta chuva e aos corpos ensopados. Fora das salas, o guarda-chuva foi substituído pelos materiais de estudo, que se transformaram em proteção.

*2290 caracteres - ñ piquei mais o texto pois achei que perderia informações importantes

Temporal dificulta noite de estudos na Unisinos

Além dos computadores travados, os alunos da Comunicação se quer conseguiam transitar pelos corredores

O Centro de Ciências da Comunicação Social da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) teve sua rotina alterada na noite de sexta-feira, quatro, devido a chuva e ventos fortes. Por volta das 19h45, caiu a energia elétrica. Depois disso, os alunos tiveram o acesso aos computadores dificultado. O vento forte, que durou 20 minutos, e a chuva, que permaneceu durante todo período de aula, causaram diversos estragos no centro e impediram os estudantes de realizarem suas tarefas.

Na sala 3A107, localizada no terceiro andar, o vento quebrou um vidro e derrubou uma parede divisória. Ao entrar no corredor, logo se via o tamanho do estrago. Cacos de vidro, parte da parede e os ferros da moldura de sustentação do vidro eram vistos por toda a parte. Segundo Alexon Gabriel, 28 anos, que trabalha no Programa de Pós-graduação em Comunicação Social, o acidente ocorreu por causa da janela que estava aberta.

No momento do ocorrido, Alexon estava saindo de sua sala, localizada em frente, para tentar se defender do vento que invadia o local e diz que poderia ter sofrido um acidente. “ Fiquei assustado. Nunca tinha visto um vento tão forte. No que embarrigou a parede eu voltei, e o vidro partiu. Alguns estilhaços ainda bateram na minha perna”. Alexon afirma que o mais curioso foi que no interior da sala não houve nenhum dano. Nem mesmo papéis e sacos plásticos foram levados pelo vento.

Uma guarita, utilizada pela empresa Safe Park para a vigilância do estacionamento, em frente ao bloco A, foi arrastada e colidiu em três automóveis. O vigilante que estava trabalhando no local disse que o estrago poderia ter sido maior. Ele segurou a guarita no temporal para que esta não atingisse mais automóveis.

Dairo Pedralli, 21 anos, estudante de Jornalismo estava passando pelo corredor central no momento do temporal. O forte vento atirou terra em seus olhos causando irritação e inchaço. Ele se mostrava bastante descontente com o ocorrido. “ Deveria ter algum tipo de proteção nos corredores para que esse tipo de imprevisto não aconteça”, conta Dairo.

Quem andava pelos corredores tinha que desviar das poças e correr da chuva lateral, que invadia o espaço, mesmo sendo coberto. Além disso, podia ser visto árvores derrubadas , galhos e os papéis afixados nos murais espalhados pelos prédios. Em frente ao Diretório Acadêmico (DCE), mesas e cadeiras foram arrastadas e se encontravam atiradas no pátio.

O calor durante à tarde fez com que os alunos fossem pegos de surpresa. Tamancos, chinelos, saias e bermudas eram vistos naturalmente em meio a vasta chuva e aos corpos ensopados. Fora das salas, o guarda-chuva foi substituído pelos materiais de estudo, que se transformaram em proteção. Fabrício Jardim, 26 anos, aluno de Jornalismo, era um deles. Se mostrava revoltado e acabou nem voltando para a aula. De acordo com ele, com a chuva que estava caindo ficava difícil encontrar a sala onde deveria estar presente para uma palestra.